Escrever sobre as coisas que sinto, é das coisas mais fáceis que consigo fazer, não porque é simples ou indolor, mas porque assim eu consigo relatar sobre as coisas mais profundas da minha mente (e coração), uma coleção de grandes, terríveis, profundos, surperficiais, perturbadores, piores, melhores momentos da minha existência. Que, para bem ou para mal, me fazem lembrar que tá tudo bem sentir muito.
Ainda que eu não tenha coragem de deixar a lágrima cair. Ou que as vezes não consiga conte-la.
Contrariando todos os achismos que crescemos acreditando e teimamos em reforçar, ter coragem, ser grande e ser forte, é justamente onde colidimos com a nossa pequenez e insiguinificância, onde somos frágeis, sensíveis e medrosos.
É quando NÓS acontecemos e existimos.
Quando tudo parece estar pelo avesso e as fronteiras se movem embaçadas
(a verdade/ a mentira; o dentro/ o fora;
a realidade / a ilusão). É quando acontecemos. É quando somos.
Espero que a sensibilidade, nos sirva de bússola nessa missão, especialmente nos dias mais difíceis. Porque o mundo (e as pessoas) continuam sendo um grande labirinto para os corações sensíveis.
É muito fácil se perder.
Mas a gente pode sempre, viajar…sobre o que queremos ser, somos, onde queremos ir. com quem queremos estar. Nessas viagens, podemos encontrar beleza, no surto ou no caos. Sem confundir com a leveza, nem romantizar aquilo que não precisa. Tem algo de belo aqui, que não prende. Mas que nos bota em movimento nessa estrada da vida.
E a estrada que é via e saudade, mas acima de tudo é puro realismo. Realismo de que a finitude existe e se impõe. E o máximo que podemos fazer é viver, sem parar muito no acostamento para pensar. Porque viagens (e a vida) são milagres e devastações, e o que é seu só você pode enfrentar.
Então espero que, eu e você…não tenhamos mais medo de nos perder por aí (nem de nos encontrar)…Mas, principalmente, que tenhamos coragem de deixar a lágrima cair, porque ela se molda, se adapta e flui, assim como a vida. Assim como tem que ser, e eu prometo que fica tudo bem, ainda no caminho (não precisa esperar pelo final), porque essa estrada não é linear. e nem precisa ser.