A abordagem "Bottom-up" (de baixo para cima) em segurança e arquitetura de dados é a estratégia mais eficaz para conter o "inimigo interno" — seja ele um funcionário mal-intencionado ou, mais comumente, um usuário descuidado que vaza dados sem querer.
Por que a Arquitetura Bottom-up é essencial para conter vazamentos internos?
Normalmente, as organizações focam na segurança Top-down (de cima para baixo): criam políticas, firewalls de borda e bloqueios de sites. O problema é que, uma vez que o usuário está "dentro de casa" (logado e autorizado), essas barreiras de topo já foram ultrapassadas. É aí que mora o perigo.
Na arquitetura Bottom-up, a lógica inverte-se: protege-se o dado primeiro, independentemente de quem o acessa.
- O Dado é a Fortaleza (Camada Base): Em vez de construir um muro em volta da empresa, você coloca um cofre em volta de cada dado. O dado já nasce criptografado, mascarado ou anonimizado na origem (banco de dados ou Data Lake).
- Zero Trust (Confiança Zero): A arquitetura Bottom-up assume que a rede interna já está comprometida. Portanto, o controle de acesso é granular (nível de linha ou coluna). Mesmo um diretor não vê dados sensíveis se não for estritamente necessário para aquela query específica.
- Ambientes Controlados (Sandboxes): O usuário trabalha em ambientes onde a exportação é bloqueada. Ele pode manipular os dados, gerar gráficos e insights, mas não consegue fazer o "download" da base bruta para um Excel em seu computador pessoal (Shadow IT), que é a rota clássica de vazamento.