Vi alguém perguntando qual é o tempo certo de dizer "eu gosto de você", e alguma coisa em mim quebrou , ou talvez finalmente tenha se encaixado. Não existe tempo certo. Existe verdade. E verdade não pede autorização pra existir. Ela só… transborda. Se eu sinto, eu falo. Não como quem pede algo em troca, mas como quem se recusa a se esconder. Não é cobrança. É coragem. O outro não precisa responder. Não precisa acompanhar. Não precisa sentir o mesmo. Mas precisa, no mínimo, saber que aqui dentro existe algo vivo. E sim… dá medo. Medo de assustar. Medo de ser demais. Medo de abrir o peito e ver o outro ir embora sem nem olhar pra trás. Mas tem uma coisa que eu finalmente entendi: quem vai embora depois de encontrar verdade nunca ficaria quando encontrasse amor. Então que vá. Porque pior do que ver alguém partir é se abandonar pra fazer alguém ficar. Eu não quero mais me diminuir pra caber na dúvida de ninguém. Não quero mais podar o que eu sinto pra parecer fácil de amar. Eu quero ser inteira. Sem cálculo. Sem estratégia. Sem medo disfarçado de silêncio. Se for pra assustar, que seja pela minha verdade. Se for pra doer, que seja sendo eu. Porque quem fica, fica com o que é real. E eu cansei de oferecer versões pequenas de mim pra ver se alguém decide ficar.