A virada do ano sempre chega carregada de promessas silenciosas. Alguém sonha em não estar mais sozinho. Outro imagina a conta bancária mais generosa. Há quem aposte todas as esperanças na loteria — esportiva ou não — como se o destino pudesse, enfim, sorrir de uma vez.
São desejos que nascem fáceis, quase automáticos. Como se sonhar bastasse. Como se a vida se ajeitasse sozinha, sem plano, sem esforço, sem insistência.
E talvez não seja tão simples mesmo. A realização costuma pedir coragem, escolhas diárias e muito trabalho. Mas ainda assim — e talvez exatamente por isso — o sonho permanece indispensável.
Porque é ele que nos levanta os olhos do chão. Que nos permite imaginar o que ainda não existe. Que nos faz acreditar num mundo mais justo, mais humano, mais gentil.
Sonhar não substitui o caminho, mas aponta a direção.
Que o novo ano nos encontre com os pés firmes na realidade e o coração livre para sonhar.
Que cada sonho guardado no peito encontre espaço no mundo — sempre que o pensamento, a ação e a esperança caminharem juntos.
Ivani, Trago em Mim — 26 de dezembro de 2025