A transformação digital ampliou as fronteiras da TI, conectando aplicações, colaboradores, clientes e dispositivos de forma contínua. Nesse cenário, o número de ataques cibernéticos cresce ano após ano, enquanto as empresas tornam-se cada vez mais dependentes da disponibilidade de dados e sistemas para manter a operação. Dentro desse contexto surge o modelo Zero Trust (Confiança Zero) — uma das abordagens de segurança mais adotadas no mundo corporativo atualmente.
Ao contrário da segurança tradicional, baseada em perímetro, o Zero Trust parte de um princípio simples: "não confie em nada, verifique tudo". Isso significa que usuários, dispositivos e aplicações não são considerados confiáveis apenas por estarem "dentro da rede". Cada acesso deve ser autenticado, autorizado e monitorado continuamente.
Por que o Zero Trust é importante para as empresas?
Alguns fatores impulsionaram a adoção global desse modelo:
- Crescimento do trabalho remoto e híbrido Funcionários acessam sistemas corporativos de diversos locais e dispositivos.
- Uso crescente de nuvem e SaaS Os dados não estão mais centralizados no data center tradicional.
- Aumento dos ataques direcionados e ransomware Criminosos utilizam técnicas avançadas para escalar privilégios e movimentar-se lateralmente na rede.
- Obrigação de conformidade Normas como LGPD, ISO 27001 e frameworks de auditoria reforçam a necessidade de governança e controle de acesso.
Com isso, confiar apenas no firewall ou na autenticação básica não é mais suficiente.
Os três pilares do Zero Trust
Apesar de cada fabricante adotar metodologias distintas, o Zero Trust costuma se apoiar em três pilares:
1. Identidade
Toda requisição parte de uma identidade (usuário, serviço ou máquina). O modelo Zero Trust exige:
- autenticação forte (ex.: MFA)
- segmentação por papéis
- princípio do menor privilégio
- políticas de acesso dinâmico
2. Dispositivo
O acesso só é permitido se o dispositivo estiver seguro. Isso inclui:
- endpoint protegidos
- compliance de patches
- EDR/EPDR para análise de comportamento
- monitoramento em tempo real
3. Aplicações e dados
O tráfego deve ser inspecionado, registrado e autorizado conforme políticas. Isso impede a movimentação lateral e reduz riscos de vazamento.
Como implementar Zero Trust na prática
Implementar Zero Trust não é um projeto único, e sim um processo contínuo. A AllcomNet recomenda alguns passos estratégicos:
✓ 1. Mapear ativos, usuários e fluxos
Antes de aplicar qualquer controle, é necessário entender:
- quem acessa o quê
- de onde acessa
- com qual privilégio
- por qual dispositivo
Sem visibilidade não há Zero Trust.
✓ 2. Aplicar autenticação multifator (MFA)
O MFA reduz drasticamente o risco de invasões por credenciais comprometidas — um dos vetores mais comuns em ataques corporativos.
Ferramentas como AuthPoint ajudam a unificar identidade, tokens e políticas de acesso.
✓ 3. Segmentar e limitar privilégios
O modelo de least privilege garante que cada usuário tenha apenas os acessos necessários — nada além disso.
✓ 4. Adotar inspeção e monitoramento contínuo
Comportamentos anômalos precisam ser identificados em tempo real. Soluções como firewalls de nova geração (NGFW) + EDR/EPDR oferecem essa visibilidade.
✓ 5. Integrar Zero Trust com o ambiente em nuvem
Ambientes híbridos exigem integração com SaaS, IaaS e aplicações remotas.
Benefícios do Zero Trust para os negócios
Entre as principais vantagens estão:
✔ Redução de superfícies de ataque ✔ Menor impacto operacional em caso de invasão ✔ Prevenção contra ransomware e ataques de credenciais ✔ Compliance com LGPD e normas de segurança ✔ Maior controle e auditoria de acessos ✔ Segurança preparada para ambientes híbridos
Além disso, empresas que adotam Zero Trust tendem a reduzir custos com incidentes e tempo de indisponibilidade.
Zero Trust e LGPD: uma relação direta
A LGPD exige que controladores e operadores implementem medidas técnicas e administrativas para proteger dados pessoais. O Zero Trust ajuda diretamente a:
- garantir rastreabilidade
- limitar acesso a dados sensíveis
- impedir vazamentos internos
- reforçar governança de identidade
Ou seja, segurança e conformidade caminham juntas.
Como a AllcomNet apoia empresas na adoção de Zero Trust
A AllcomNet Cyber Security atua na implementação arquitetural desse modelo oferecendo:
- consultoria de segurança
- soluções de firewall e segmentação
- EDR/EPDR com inteligência comportamental
- MFA e controle de identidade
- integração com nuvem e SaaS
- SOC e monitoramento contínuo
Nosso objetivo é ajudar empresas brasileiras a aumentarem sua maturidade em segurança e a reduzirem riscos operacionais.
O Zero Trust já deixou de ser tendência para se tornar um novo padrão estratégico de segurança cibernética. Empresas que desejam proteger dados, cumprir exigências regulatórias e manter a continuidade do negócio precisam adotar modelos que vão além da segurança tradicional.
Implementar Zero Trust não significa desconfiar de pessoas, e sim reconhecer que em um ambiente digital amplo e dinâmico, confiança deve ser conquistada e verificada continuamente.
Se sua empresa está avaliando essa jornada, a AllcomNet pode ajudar a construir um roadmap eficiente e alinhado às necessidades do seu negócio.