Todos fingem desejar viver para serem felizes. Fantasiam o ideal de felicidade, algo que os torne satisfeitos. Contudo, estar satisfeito é entediante, não querer é ser indiferente com o resto, isto não é simples. Detestar é uma forma de amor, amor por odiar algo ou alguém.

Uma vez, um filósofo alemão, simpático com cachorros, eremita exímio, dissertou em sua obra capital: os homens não mudam, a essência da vida é sofrer, detestamos estar satisfeitos. Tudo fenômeno no espaço e no tempo (isto é, no espaço-tempo quadridimensional), seja biológico ou inorgânico, tratar-se-á de uma manifestação de egoísmo.

Sou egoísta ao alimentar-me de outras espécies para manter-me vivo. O ferro é egoísta quando cortar minha cabeça entre uma disputa entre uma espada e o meu pescoço. Exemplos maravilhosos para gênios e retardatários igualmente entender meu ponto! Esqueci-me, este filósofo chama-se Schopenhauer.

Que isto tem haver com abster-se e combater à felicidade? Simples: a felicidade é apenas o conjunto das dores menores. Um mestre, agressivo, inteligentíssimo, assertivo, chamado Nietzsche descreve: as dores são as ferramentas do mundo para forçar os homens a superarem-se. Logo, procurar mais dores, mais estresse, ao invés de sofrer exacerbadamente por dores empiricamente dispostas a todos os seres; o primeiro estado não é senão o homem progressista, o segundo, isto é, o sofredor avulto, é o regressista em essência.

São seres antagônicos. Como poderiam estes não o ser? Descrito a priori meus motivos superficiais, entrarei em mim. A felicidade sendo o estado do fantasioso homem, aquele prudente, não se aventura em nada, apenas anda em terreno certo, nada mais do que o mais inseguro dos seres sencientes!

Aventuro-me em dizer impetuosamente aquilo que tanto sei: nenhum leitor ler-me-á, os poucos que me desprezarem a ponto de ler-me e quiserem amar a si mesmos para tanto, estes aventurar-se-ão a discordar das minhas postulações, serão orgulhosos, assim como eu. Saberão do seu valor superior.

Em suma, os catalizadores do ódio ante a felicidade, devem ser aqueles que criarão seus caminhos, cairão, serão amordaçados, amarrados, arranhados, cuspidos, dilacerados, "regorgitados"! Contudo, levantar-se-ão, serão solitários, porém não precisam dos alheios. Sou autossuficiente, infeliz, o mais forte, solitário. Desejo morte aos que atacarem minha liberdade de sentir apenas minha respiração ante o sol!